As redes sociais chegaram com tudo no cenário nacional. Até as empresas já estão se adaptando e colocando em pauta o assunto. Nas universidades, sobretudo nas áreas sociais aplicadas, já não é possível não estudar o fenômeno e sua aplicação. A questão é: as escolas, sobretudo as de ensino superior, estão se adaptando a esta nova realidade?
Já são mais de 5 milhões de estudantes brasileiros que pertencem a alguma rede social na internet, como no caso do Facebook e do Twitter. A novidade é que, agora, parte deles começa a frequentar esses círculos virtuais estimulados pela própria escola - e com fins educativos. Alguns colégios, ainda de maneira tímida e a maioria particular, fazem uso simples de tais redes, colocando ali informações como calendário de aulas e avisos. Muitas vezes, incluem ainda exercícios e o conteúdo das aulas, recurso que vem se prestando a aproximar os pais da vida escolar.
Lilian Starobinas, Mestre em História Social, Doutora em Educação e pesquisadora de redes, colaboração e tecnologia, acredita que a escola não pode evitar o computador e filtrar sites como Orkut e YouTube. “Educar é preparar para usar bem, com critério, ética e responsabilidade", opina Lilian. A pesquisadora também usa como exemplo o Twitter. "Ferramentas como esta alteraram a concepção de audiência, já que os comentários podem tanto ser voltados aos contatos do autor quanto a todos os interessados em determinado tema. Esse é um caminho fantástico para a troca de informações em larga escala", diz.
Apesar das redes sociais estarem cada vez mais presentes no dia-a-dia de alunos, professores e das pessoas em geral, essas ferramentas ainda são muito pouco exploradas em sala de aula. Muitas vezes o acesso a esse tipo de recurso é vetado nas escolas, em função do receio de que o aluno se interesse por assuntos que não estejam diretamente ligados ao conteúdo pedagógico. A estudante, Moýsa Ribeiro, se mostra contrária a decisão dessas universidades: “Sou contra o bloqueio. Na minha opinião o uso das redes sociais traz muito mais vantagens do que desvantagens para o estudante. No meu curso, por exemplo, nós usamos as redes sociais para nos comunicarmos, e, também, para divulgar eventos do curso.”, informa a estudante de jornalismo do UnilesteMG.
Já a professora Allana Mattar tem suas ressalvas quanto ao uso das redes sociais no ambiente escolar e pondera “Como educadora, no ensino fundamental e médio, sou a favor do bloqueio sim, porque os meninos dificilmente têm autocontrole para saber usar as redes sociais com discernimento, moderação e bom senso frente às outras necessidades do uso do computador na escola.” Mas vê possibilidades de liberação para estudantes universitários “Nas faculdades e universidades, particularmente, acho que o ambiente e a maturidade se alteram um pouco, e acho que a proibição não é tão necessária assim.”, acredita a educadora.
Confira a matéria do programa Salto na escola produzida pela TV Escola, do Ministério da Educação, sobre o uso das redes sociais no ambiente escolar.
http://www.youtube.com/watch?v=pcvppM1Xin8


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